Autoridades dos EUA e da ONU concordam em coordenar esforços de combate à gripe aviária
Coordenação protegerá sistemas alimentares, diz o secretário de Agricultura Johanns
Kathryn McConnell
Da equipa de redacção do USINFO
O fornecimento de informações aos criadores de aves os ajuda a reconhecer sinais de alerta sobre gripe aviária para aumentar a proteção dos sistemas alimentares.
Washington – O secretário de Agricultura dos EUA, Mike Johanns, assinou em 14 de março um acordo com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) solicitando assistência técnica coordenada para tratar de questões sobre gripe aviária e outros assuntos importantes para a agricultura.
O acordo pretende enfatizar a resposta global ao vírus H5N1 altamente patogênico da gripe aviária e ajudar a proteger os sistemas agrícolas internacionais, disse Johanns.
A forma altamente patogênica da gripe aviária é quase sempre fatal para as aves, e a cepa H5N1 da doença está se disseminando com rapidez em algumas partes do mundo.
Como parte do acordo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está promovendo atualmente workshop sobre preparação para o combate à gripe aviária. Segundo informou Johanns em coletiva de imprensa após a assinatura do acordo com o secretário-geral da FAO, Jacques Diouf, 50 cientistas de mais de 15 países, especializados em epidemiologia, vigilância, detecção e segurança da gripe aviária, participam do workshop.
O USDA também planeja, juntamente com a FAO e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), um workshop internacional a ser realizado em abril, em Roma, sobre iniciativas de conscientização pública destinado a ajudar a evitar maior disseminação da forma altamente patogênica da gripe aviária no mundo todo.
Em fins de 2007, o USDA, a FAO e a OIE divulgarão videoteipes educacionais e discos de vídeos digitais que fornecerão informações sobre o diagnóstico da gripe aviária – também conhecida como gripe do frango – vacinação e implantação de programas para indenizar avicultores e processadores de aves, caso a gripe do frango afete suas criações, informou Johanns.
Como parte das diretrizes do acordo, fechado no final de 2006, foi criado um Centro Internacional de Gerenciamento de Crises em Roma. Operado pela FAO em colaboração com a OIE e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o centro direciona recursos para as áreas mais necessitadas a fim de evitar doenças animais e coordenar os esforços de resposta global à doença. No presente, três especialistas do USDA foram designados para trabalhar no centro, que também conta com o apoio financeiro do órgão americano.
Internamente, os Estados Unidos monitoram os pontos de entrada aéreos, terrestres e marítimos para evitar o contrabando de aves, produtos avícolas e aves de estimação para o país, afirmou Johanns.
Os esforços de interdição de contrabando são também direcionados a correios, mercados, depósitos e restaurantes, concluiu.
Em 2007, os Estados Unidos lançarão uma campanha nacional de conscientização pública centrada na ameaça de ingresso de uma forma altamente patogênica da gripe do frango por meio do contrabando de aves, acrescentou Johanns.
Esforços preventivos incluem monitoramento e teste de aves selvagens migratórias que podem trazer a gripe para os Estados Unidos.
Os Estados Unidos também estão ampliando uma campanha educativa voltada para avicultores e apreciadores de aves exóticas para que passem a reconhecer os sinais de alerta da doença e a relatar casos de morte ou doença de aves, enfatizou o secretário de Agricultura.
Outro esforço preventivo americano é o monitoramento e teste de aves vendidas em mercados de aves vivas, dirigidos tanto para a gripe de baixa patogenia como para a forma altamente patogênica da gripe do frango, disse Johanns.
Em 2007, essa iniciativa também incluirá coordenação de amostras e compartilhamento de informações com os países vizinhos Canadá e México, afirmou Rick Kearny, do Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA.
A gripe aviária de baixa patogenia é monitorada porque tem o potencial para transformar-se em cepa altamente patogênica da doença.
Além do USDA, os esforços dos EUA para desenvolver sistemas de proteção e prevenção contra a gripe aviária incluem os Departamentos do Interior, de Segurança Interna e de Saúde e Serviço Social.
As atividades envolvem parceiros governamentais e acadêmicos que monitoram as quatro principais rotas de aves migratórias da América do Norte.
Segundo comunicado do USDA à imprensa, o acordo com a FAO assinado em 14 de março exige esforços coordenados para tratar a fome crônica, as doenças vegetais e animais, os recursos genéticos e a conservação e a demanda de recursos energéticos renováveis.