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Clinton: EUA Prontos a Ajudar a Expandir Negócios EUA-África

Boa governação é um requisito prévio para alargar oportunidades de negócio  
 

Por Charles W. Corey
Redactor


Secretária Clinton na Cimeira EUA-África no dia 1 de Outubro de 2009 
Secretária Hillary Clinton
Washington – Os Estados Unidos estão prontos a ajudar a África a expandir a relação empresarial EUA-África, mas “devemos ter a certeza de que os governos em África são dignos do seu povo”, disse a Secretária de Estado Hillary Rodham Clinton na Sétima Cimeira  Bianual EUA-África a 1 de Outubro.

Num importante discurso, Clinton afirmou que a África possui um potencial enorme e que o aumento da relação empresarial EUA-África exige boa governação.

“Continuo convencida de que nenhum outro lugar tem tantas oportunidades no futuro como a África. Mas isso não significa que temos apenas que esperar que isso aconteça. Temos que trabalhar juntos”, declarou.

 Clinton disse: “Queremos olhar para trás, para a administração Obama e poder dizer, ‘Fizemos a diferença em África e podemos ver os resultados’. Isto não só porque é o que deve ser feito, mas também porque é inteligente fazê-lo”. “É muito pessoal para o Presidente Obama. Ele considera-se um filho de África por causa da linhagem do seu pai.

Eu e ele conversamos sobre como queremos ver mudanças positivas, mudanças que todos sabemos que podem ser feitas tendo em conta a inteligência, a ética no trabalho e as habilidades extraordinárias do povo de África. Então vamos certificar-nos de que os governos de África são dignos do seu povo”.

Clinton referiu-se à sua viagem em Agosto a sete países africanos, sublinhando o lugar importante que a África ocupa na administração Obama e no povo americano. “É verdadeiramente um empenhamento de alto nível de toda a administração porque partimos da premissa de que o futuro de África é importante para o nosso próprio progresso e prosperidade. A administração Obama tem estratégias para ajudar a promover o desenvolvimento económico em África e criar condições que ajudarão a melhorar a vida do povo africano, que é para nós, a forma como realmente se avalia o sucesso”.

 “Estamos desejosos de ultrapassar os estereótipos que pintam a África como uma terra de pobreza, doença, conflito e pouco mais. Continuaremos a lançar novas bases para um novo tipo de compromisso com África”, “que seja edificado sobre responsabilidade comum e oportunidade comum e em parcerias que produzem resultados mensuráveis, duradouros”. prometeu ela.

Clinton disse à sua audiência de empresários, investidores, funcionários e diplomatas americanos e africanos que “é altura de mudar a narrativa” sobre África.

Durante demasiado tempo “a África tem sido vista como um caso de caridade em vez dum continente capaz de se tornar o motor global da economia do século XXI. Portanto, já é altura de mudar a narrativa. É altura de compreender que políticas comerciais reforçadas permitirão a empresas africanas aproveitar mais eficazmente os mercados existentes e criar novos”.

Os países africanos podem utilizar a tecnologia e a inovação para saltar as fases iniciais do desenvolvimento e integrarem-se mais rapidamente no mercado mundial, disse ela.

Também afirmou que a reforma do sector agrícola de África é essencial para o seu crescimento e prosperidade futuro e que investir nas pessoas, e em especial nas mulheres, permitirá a África avançar para o futuro sustentável que todos desejam.

“Temos uma grande agenda e uma visão muito positiva”, disse ela avisando que “nada disto pode acontecer sem liderança africana responsável, sem bom governo, transparência e prestação de contas, sem aceitação do estado de direito, sem gestão do meio ambiente e gestão efectiva de recursos, sem respeito pelos direitos humanos, sem o fim da corrupção como um cancro que consome o espírito empreendedor e a esperança de milhões de pessoas”.

Clinton disse à sua audiência que os Estados Unidos estão empenhados em trabalhar com a África para vencer estes desafios e realçou algumas histórias de sucesso recentes, elogiando o Ruanda e o nível de desenvolvimento económico em curso, que ela disse estar “directamente ligado às políticas sólidas que o governo [de Kagame] implantou” aí.

A viagem de Clinton em Agosto levou-a ao Quénia, África do Sul, Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Libéria e Cabo Verde. Disse que em cada país que visitou viu exemplos de actividades que já estão a dar dividendos, desde a agricultura, passando pelos negócios, ao sector da saúde.

“Assim por toda a África, sabemos que há oportunidades a aproveitar e sabemos que há pessoas que farão o trabalho difícil, mas o que temos que fazer é ajudar a criar as condições certas”.

Clinton disse que os Estados Unidos estão a dar atenção a cinco áreas cruciais em África: primeiro, expandir o comércio, sobretudo o comércio inter-regional, entre países africanos, abrindo mercados inter-africanos; segundo, promover o desenvolvimento na agricultura, infra-estrutura, aviação e outros sectores chave; terceiro, promover a segurança energética; quarto, promover mais parcerias públicas-privadas; e quinto, promover boa governação, transparência, prestação de contas, adesão ao estado de direito e acabar com a corrupção.

Pelo menos quatro chefes de estado africanos participaram na cimeira de 29 de Setembro a 1 de Outubro, patrocinada pela Corporate Council on Africa. A cimeira mostrou as últimas oportunidades de comércio e investimento em África através de mais de 50 sessões de actividades específicas para mais de 1.500 participantes. A cimeira anterior do CCA foi realizada na Cidade do Cabo, África do Sul, em 2007.

A transcrição dos comentários da Secretária Clinton na cimeira empresarial do CCA encontra-se disponível em America.gov.

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