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Embaixada dos EUA, Angola

Declaração da Embaixadora Cynthia Efird

Chegada a Angola para o Início da sua Missão

15 de Agosto de 2004

Excelências,

Membros da Imprensa,

Senhoras e Senhores.


É com grande prazer que venho para Luanda iniciar a minha missão como Embaixadora dos Estados Unidos em Angola. Sinto orgulho em suceder ao Embaixador Chris Dell que fez tanto para o progresso das relações entre os EUA e Angola. Desejo desenvolver os seus esforços e continuar a reforçar e a melhorar a nossa relação bilateral.

Como sabem, não sou uma desconhecida para este continente variado e multi-facetado, tendo estado anteriormente em missão em Moçambique e na Somália. Durante essas missões, passei a apreciar a beleza, a riqueza e a diversidade que o continente tem para oferecer. Mais recentemente, como Directora dos Assuntos Públicos, mantive-me bem informada sobre as complexidades que a África enfrenta e os desafios que deve vencer.

Estou aqui no começo dum capítulo muito excitante e promissor da história de Angola. Num período de tempo relativamente curto, o país teve uma mudança e um crescimento enormes. Desde 2002, o país saltou de 30 anos de guerra civil para a paz, quatro milhões de refugiados e de pessoas internamente deslocadas regressaram e foram reinstaladas e o crescimento e as oportunidades económicas estão a ser alcançados. Os laços bilaterais entre os nossos países foram reforçados. Como prova de laços mais fortes e de maior entendimento mútuo, assistimos à visita do Presidente dos Santos a Washington nesta Primavera, incluindo uma reunião muito positiva com o Presidente Bush. Tenciono desenvolver e fazer avançar a cooperação entre os nossos países.

As recentes recomendações do Conselho da República no sentido de se realizar eleições o mais tardar em Setembro de 2006 são um sinal positivo de que a democracia e a governação democrática estão a criar raízes. A história diz-nos que as democracias não nascem, mas que têm que ser plantadas com cuidado e depois tratadas para que cresçam e desenvolvam raízes fortes e profundas. Sem dúvida, o povo desta grande nação merece melhores padrões de vida e boa governação. Estes são ingredientes chave que devem existir numa democracia significativa.

A minha experiência no desenvolvimento de instituições democráticas enquanto estive em missão na Rússia e no Kosovo será muito útil, pois a Missão dos EUA continua a apoiar os esforços de Angola para reforçar o estado de direito, uma imprensa livre, uma sociedade civil robusta e a prosperidade económica para todos os cidadãos. Com esse fim, a Missão já deu apoio a grupos locais para organizarem fóruns e seminários que têm como objectivo aumentar a contribuição pública para o processo angolano de revisão constitucional.

Também financiámos o desenvolvimento de instituições políticas e eleitorais e proporcionámos oportunidades de educação e liderança a angolanos de todas as áreas através dos nossos programas de visitas internacionais, de conferencistas americanos e de intercâmbio.

O nosso programa mais forte de assistência bilateral, através da USAID, deu mais de 100 milhões de dólares de ajuda a Angola para apoiar actividades na agricultura, saúde, democracia e governação e reforma económica, no ano passado. Estas actividades pretendem auxiliar Angola na transição dum ambiente de ajuda para um ambiente de desenvolvimento. Gostaria também de observar que a USAID criou fortes alianças públicas – privadas, parcerias com vários intervenientes do sector privado para apoiar actividades de desenvolvimento pós conflito. Ao todo,  os EUA deram mais de 360 milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento político, económico e social em Angola desde a assinatura dos Acordos de Luena em 2002.

Tenciono usar as minhas várias experiências como assessora comercial para ajudar a expandir as perspectivas comerciais – incidindo na criação de políticas e normas que incentivem e estimulem mercados abertos e atraiam o investimento externo directo. O governo angolano está a estabelecer um novo padrão de transparência ao divulgar recentemente os rendimentos a serem gerados pela exploração das reservas petrolíferas.

Estes actos ajudaram a criar confiança no investimento externo e vão ajudar a reinserir Angola no mercado mundial. Angola está a tomar medidas quanto à transparência em coordenação com os seus parceiros das companhias petrolíferas internacionais. Sinto orgulho desses parceiros internacionais, em especial das companhias americanas presentes em Angola, que demonstraram que as empresas podem fazer o bem e ter lucros; beneficiar as vidas dos angolanos e ao mesmo tempo ter sucesso financeiro. A abertura do país a negócios transparentes e a parcerias mutuamente proveitosas com investidores internacionais coloca-o numa posição cada vez melhor para receber o apoio do FMI e do Banco Mundial.

Finalmente, não devemos esquecer que todos estes esforços serão inúteis se não dermos uma atenção significativa e recursos financeiros para combater a pandemia do HIV/SIDA. A África Subsariana é a mais afectada pelo HIV/SIDA, com mais de 26 milhões de pessoas portadoras do HIV/SIDA e cerca de 3 milhões de novas infecções na África Subsariana em 2003. A guerra civil isolou o país da elevada prevalência da doença que devastou os seus vizinhos. Agora que a paz foi restaurada e que as pessoas podem deslocar-se livremente, Angola deve dar uma grande atenção a esta crise e tomar medidas para impedir a propagação do HIV/SIDA. Uma das principais vertentes do nosso programa de ajuda bilateral é trabalhar com o Governo de Angola no combate à propagação do HIV/SIDA de modo a assegurar que a taxa de prevalência de Angola não aumente até igualar as taxas dos seus vizinhos.

É claro que o crescimento e o desenvolvimento devem progredir a muitos níveis. O que Angola fizer para construir valores democráticos, instituições e plataformas económicas terá um efeito positivo não só em Angola mas também ressoará por toda a região. Desejo trabalhar com todos os angolanos para ajudar esta nação a avançar.

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