DECLARAÇÃO DA EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EM LUANDA SOBRE A OBSERVAÇÃO DAS ELEIÇÕESV LEGISLATIVAS EM ANGOLA
9 de Setembro de 2008
A Embaixada dos Estados Unidos em Luanda agradece a Comissão Nacional Eleitoral pelo convite para observar as eleições legislativas angolanas de 2008. Membros da Embaixada, residentes em Angola, observaram a campanha eleitoral em Luanda e em muitas províncias da nação. No dia das eleições, a Embaixada dos Estados Unidos colocou em campo 37 observadores nas províncias de Benguela, Bié, Huambo, Luanda e Uíge.
A Embaixada dos Estados Unidos felicita o povo de Angola, que desempenhou com muita seriedade o seu papel no processo democrático que visou escolher os seus representantes para a Assembleia Nacional. Ultrapassando o sentimento de medo e de incerteza criado pelas últimas eleições realizadas há 16 anos, milhões de Angolanos compareceram para votar, muitos pela primeira vez. A Equipa de Observação Eleitoral da Embaixada reconhece a enormidade de se organizar mais de 12,000 assembleias de voto num país que ainda se encontra a recuperar de um longo período de conflito armado. Mais de meio milhão de Angolanos participaram directamente no processo do Dia da Eleição como agentes eleitorais, delegados de listas e observadores nacionais.
O período da campanha eleitoral decorreu geralmente pacífico em todo o país. A vantangem de incumbência deu ao partido governante acesso preferencial aos recursos. Embora que cada partido teve direito a 15 minutos de tempo de antena na Rádio Nacional e na TPA, o controlo da imprensa de alcance nacional pelo Estado deu ao partido no poder vantagem na cobertura da campanha pelos principais órgãos de comunicação social.
No Dia da Eleição, o país estava pacífico. A Equipa de Observação da Embaixada não registou qualquer acto de intimidação de eleitores.
De acordo com os relatórios da Equipa de Observação da Embaixada dos Estados Unidos, o processo de votação fora da província de Luanda decorreu de maneira eficiente e dentro do horário previsto. Contudo, em muitas assembleias de voto em Luanda, o material de votação foi distribuído tardiamente e em alguns casos não foi mesmo distribuído, observamos longas filas de espera para a abertura de assembleias, e a não abertura de algumas. Os observadores da Embaixada testemunharam muitos cidadãos a votar sem a verificação da sua identidade nos cadernos eleitorais, tanto impressos ou electrónicos.
Esta situação foi agravada por interpretações conflituosas sobre como utilizar os boletins
de voto especial. O uso da tinta indelével foi a única forma de controlo contra qualquer tentativa de votação múltipla.
A Equipa de Observação da Embaixada dos Estados Unidos acredita que as dificuldades registadas em Luanda oferecem licões valiosas para a realização de eleições futuras, começando com as presidenciais do próximo ano.
Mais uma vez, felicitamos o povo de Angola pela sua participação neste passo importante que visa o fortalecimento da sua democracia.