Declaração por Ocasião do Dia Africano de Luta Contra a Malária
CYNTHIA G. EFIRD
Embaixadora dos E.U.A. em Angola
25 DE ABRIL DE 2007
Hoje comemoramos o Dia Africano de Luta Contra a Malária em todo o mundo. Os mosquitos que transmitem a malária prosperam no clima da África Sub-Saariana e deixam inuméras famílias, aldeias e comunidades em estado devastador. Embora seja muitas vezes aceite como um facto da vida – uma ameaça constante que devemos tolerar – hoje temos as ferramentas necessárias para juntos vencermos a malária. Derrotar a malária é tanto uma chamada urgente como uma meta realizável para a nossa geração.
Hoje temos uma nova esperança na nossa luta contra a doença que já matou muitos, especialmente mulheres e crianças, em Angola e nos países vizinhos.
A Iniciativa Presidencial contra a Malária (PMI – sigla em inglês) – um compromisso no valor de USD1.2 biliões de dólares americanos, que procura reduzir em metade o número de mortes relacionadas com a malária em Angola, bem como em outros 14 países de África onde a doença tem o maior impacto – está a ultrapassar grandes barreiras.
A Iniciativa do Governo Americano já fez grandes progressos na luta contra a malária. No primeiro ano, o apoio do Governo Americano ajudou o Ministério da Saúde a prestar assistência médica e medicamentosa à milhões de Angolanos, com a distribuição de 826,000 mosquiteiros com tratamento de longa duração, a pulverização de mais de 120,000 casas com insecticida nas províncias da Huíla e do Cunene, beneficiando, deste modo, cerca de meio milhão de Angolanos, para além de garantir a assistência médica com anti-palúdicos eficazes em todo o país. O nosso orçamento duplicou para $15 milhões no segundo ano de operações em Angola, e vamos continuar a trabalhar com o Programa Nacional de Luta Contra a Malária para garantir que atinjamos um número ainda maior de Angolanos com intervenções salva- vidas.
Na nossa humilde perspectiva, a chave para controlar a malária são as parcerias. Deste modo, primeiro, devemos construir parcerias multilaterais para atacar o problema de todos os ângulos. Por mais recursos que o Governo Americano traga para Angola, não alcançaremos os nossos objectivos sem a forte coligação criada para combater a malária. O Governo de Angola está comprometido com esta questão crucial de saúde e assumiu já uma liderança forte no desenvolvimento de um Plano Estratégico Nacional de Controlo da Malária.
O recém-criado Fórum de Parceiros de Combate à Malária, organizado pelo Programa Nacional de Luta contra a Malária, incorpora este espírito de parceria multilateral. Este Fórum servirá como uma plataforma para desenvolver estratégias de controlo baseadas nos conhecimentos e nas experiências dos seus membros. Estas organizações membros – o UNICEF, a Organização Mundial da Saúde, o Banco Mundial, o Fundo Global, a Esso- Angola, e as várias organizações não-governamentais e religiosas – estão resolutas no seu compromisso a longo-prazo na luta contra a malária em Angola.
Em segundo lugar, devemos engajar os cidadãos comuns na luta contra a malária. A protecção da família e das comunidades deve tornar-se na prioridade pessoal de cada indivíduo, caso contrário, todo o apoio dos doadores, dos políticos e dos implementadores fracassará. As famílias devem assegurar que aqueles que estão mais em risco de contrair a malária – crianças e mulheres em gestação – durmam protegidas com mosquiteiros com tratamento de longa duração. Aqueles que suspeitam estar infectados com malária devem ser encaminhados a uma instituição de saúde, para serem diagnosticados e tratados com medicamentos eficazes tal como o Coartem. Cada Angolano pode participar no espírito do Dia Africano de Luta Contra a Malária, partilhando esta informação com a sua família e comunidade.
Agora temos os instrumentos e recursos; combinados com a educação, capacitação, e determinação já podemos vencer a malária. Não há nada mais precioso ou frágil como a saúde. De Cabinda ao Cunene, devemos juntar os nossos esforços para assumirmos a responsabilidade pela saúde das nossa famílias e comunidades. Pois, somente unidos podemos vencer a luta contra a malária.
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