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DISCURSO
COMEMORAÇÃO OFICIAL DO 4 DE JULHO
pelo
Embaixador Dan Mozena
Embaixada dos EUA, Luanda
2 de Julho de 2009

 

 

 Embaixador faz o brinde com os convidados.
Excelentíssimos Senhores, Ministros, Vice-Ministros e demais Representantes do Governo de Angola

Colegas do Corpo Diplomático

Representantes dos Partidos Políticos, dos Media e das Organizações Religiosas e da Sociedade Civil

Amigos da comunidade americana e, especialmente, aqueles que tão generosamente contribuíram para tornar esta recepção possível… 

A minha esposa Grace e eu, e todos nós na Embaixada dos Estados Unidos em Luanda, damos-lhes as boas-vindas e agradecemos por se juntarem a nós esta noite.

Hoje celebramos o nascimento dos Estados Unidos da América, a 4 (quatro) de Julho de mil setecentos e setenta e seis (1776). Nesse dia, um grupo de fazendeiros, comerciantes e advogados, representando as então treze colónias britânicas na América, declararam essas colónias independentes da Grã-bretanha. Quando assinaram a Declaração de Independência, cada um deles empenhou a sua vida, fortuna e honra sagrada para criar uma nação livre, baseada na premissa que todos os homens são criados iguais e têm direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.

Esta visão guia hoje a América, tal como o fez através de bons e maus tempos ao longo dos últimos duzentos e trinta e três (233) anos. 

Quando reflicto sobre os longínquos acontecimentos que hoje comemoramos, recordo-me que o papel de Angola na história da América remonta a um período muito anterior, a mais de 400 anos, ao tempo de Jamestown, o primeiro assentamento permanente inglês na América. Quando, ainda criança, estudava a história do meu país, ensinaram-me que a América foi criada pelos ingleses. De facto, isso não era verdade. Tal como se reflectia em Jamestown, a fundação da América assenta sobre três pilares: os ingleses, os Índios Pawhattan, que viviam na área onde os ingleses assentaram, e os angolanos, que foram para Jamestown em 1619, doze anos após a fundação de Jamestown. Os angolanos foram confiscados de um navio negreiro espanhol e deixados em Jamestown como serventes contratados, como muitos dos colonos europeus dessa época. A história do papel fundamental de Angola na fundação da América é contada no novo Museu de Jamestown, que a Grace e eu visitámos em Outubro.

A relação entre Angola e a América continua até aos nossos dias, em que os dois países trabalham juntos para tornar realidade a nossa visão partilhada de uma Angola pacífica, segura, próspera, saudável e democrática. Estou especialmente orgulhoso por o meu país ser um parceiro chave na campanha de Angola para reduzir para metade, até ao próximo ano, a morte de crianças por malária. A histórica visita do Ministro das Relações Exteriores a Washington, em Maio, e o seu encontro com a Secretária Hillary Clinton, trouxe novas dimensões à relação, especialmente no que concerne a expansão do comércio e investimento, o aprofundamento das relações militares e o possível estabelecimento de um programa do Peace Corps, que possibilitaria que voluntários americanos ensinem inglês nas escolas secundárias. Hoje, reafirmo o compromisso contínuo dos Estados Unidos em ajudar a construir “a nova Angola”.

Gostaria agora de dirigir algumas palavras em inglês aos meus concidadãos:

(Switch to English:)

With the world gripped by recession and financial crisis, these are tough times.  Some might think it is hard to celebrate the Fourth of July with enthusiasm this year given the challenges facing our nation.  I think the opposite.  I am reminded of my mother’s counsel that the dark clouds of tough times often have bright linings.  She would be an authority as her life had more than its share of tough times, and she may be right yet again.  I think the challenges of these times will help us Americans rediscover that the fundamental strength of our nation is simply we, the people, and our tenacity, our resilience, our ability to see opportunity in adversity, our creativity, our willingness to work hard and smart, and our determination to build a better life for our children.  As we discover anew who we are as a nation and what makes us strong and vibrant, then indeed we have much to celebrate this year.

I wish also to repeat in English the gratitude I earlier expressed in Portuguese for those who contributed so generously to make possible this celebration this evening.  Thank you.

(Switch to Portuguese:)

Este último ano foi um marco na construção da democracia, tanto em Angola como na América. Angola realizou eleições pacíficas e credíveis, as segundas na história da jovem nação. A América, a democracia mais antiga do mundo, realizou eleições que destacaram como principais candidatos à presidência um afro-americano, uma mulher e um ispânico, e a América escolheu para presidente um homem que tem laços directos com África.
Ao celebrarmos o nosso Dia Nacional e a fundação da nossa república, estendo os melhores votos do meu país ao povo de Angola, pois também ele constrói a sua própria democracia e prosperidade.

Peço a todos que se juntem a mim e que ergamos os nossos copos num brinde a Sua Excelência Presidente José Eduardo dos Santos, ao povo de Angola, ao Presidente Barack Obama e ao povo da América.

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